quarta-feira, 1 de julho de 2009

A idade da inocência


terça-feira, 19 de maio de 2009

Sem sentido

Evasões





quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009


Entre risos e gotas de humor límpido fui perdendo o siso.
A inconstância possui os meus desígnios. Nada é certo, só a inépcia.
A demência desafiou a voluptuosidade e espicaçando o meu lado licencioso remo até aos castelos de areia.
Gargalhadas inócuas sublevam a paixão pelo estrangeiro. Voam noites velhas imanadas pelo desejo.
Ainda que o ponteiro gire, permaneço resoluta nas minhas dúvidas. Presa por correntes invisíveis que se fortalecem pelo tempo.
Ainda que a loucura avance sobre as minhas muralhas, as gargalhadas vão continuar e correndo o mundo vou compor a fantasia.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Reflexo Solitário

terça-feira, 20 de maio de 2008

Ecos Mudos……

De dedo em riste – é qualidade portuguesa desde os primórdios – evangelizar, colonizar educar, – sempre no bom sentido.
Rectângulo patriarcal e conservador que exporta preconceitos e falsos moralismos através dos seus melhores mensageiros da palavra – “os esclarecidos”.

“ Os esclarecidos” chegam a Bazaruto olham à sua volta e gostam de tudo, até das crianças com fome – exploração do exótico. Com malas carregadas de soluções levantam o dedo e enumeram as medidas necessárias à melhoria da vida daquelas gentes.

Primeiro: « vocês têm de ajudar este povo»
Segundo: « vocês têm de os ensinar a não abandonar o lixo em qualquer lado»
Terceiro: « vocês têm de providenciar médicos para a comunidade»
Quarto: « vocês têm de os educar para a monogamia»
Quinto: « vocês têm de lhes dar de comer»
Sexto: «vocês têm de lhes dar melhor alojamento»
Sétimo: «vocês têm…»

O Verbo nunca é conjugado na primeira pessoa, singular ou plural, nunca!
Ficam as lições e os ecos da boa vontade.
“Leonor vou contacta-la para enviar qualquer coisa… Leonor vou reunir esforços para conseguir…Leonor vamos minimizar a fome destas crianças… Leonor…”

Nada chega ou chegará! Ricos ou ricos – “os esclarecidos” – despedem-se da ilha com promessas… que se esvaem em nadas cheios de nadas.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Num olhar para o que fica…





Para trás ficam fragmentos de sorriso, gentes e momentos. Para trás ficam histórinhas de um quotidiano anormal para o comum dos errantes. Ficam desejos dourados e concretizações poucas. Ficam copos que se erguem em celebração da felicidade fugaz e fica o sangue das vinhas que estimula os corpos.
Ficam beijos dados e roubados na penumbra. Fica a exaltação do belo.
Fica a mesa incompleta e a família adoptiva.

Mas para trás não ficam as recordações de tantos grãos de areia que fizeram areais nem de ventos que fizeram tempestades.
Enquanto a lembrança suportar carrego-vos comigo.